Para amar o Próximo...

"Não dá para ver o caminho com os olhos cheios de lágrimas.
nem para enxergar o futuro, preso no passado."
A depressão, a angústia, o medo e a incerteza, são fugas de nós mesmos, do nosso desamor.
Quem se ama, se redescobre todos os dias.
Está sempre buscando, sempre encontrando, não carrega mágoas permanentes, não se deixa levar pela emoção do agora, prefere a serenidade do tempo, que tudo responde, tudo resolve.

Não fuja de você, não se furte!
Ao olhar no espelho descubra-se!
O que você vai fazer a mais por você neste dia?

Pergunte-se, questione-se e realize.

Ame-se profundamente, tenha orgulho de você, não espere ninguém dizer o quanto você vale, a sua etiqueta de preço alto, deve estar estampada no alto da sua cabeça, para que todos saibam; que você merece respeito, pois se respeita, e está aqui, pronto para ser feliz, e se é a própria vida quem diz, quem vai duvidar?
É tempo de se abraçar, se respeitar, se aceitar e se amar para poder amar o próximo.

O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão.
É mais definido, colorido e poetizado.

Não carece de demonstrações;
presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas;
amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco.
Não precisa nem quer nada do muito.

amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência.
Alimenta-se do instante presente valorizado e importante
porque redentor de todos os equívocos do passado.

O amor maduro é a regeneração de cada erro.

Ele é filho da capacidade de crer e continuar.
É o sentimento que se manteve mais forte depois das ameaças.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou, criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.

Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não persegue, recebe. Não exige, dá.
Não pergunta, adivinha. Existe para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

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